Essa semana conheci uma brasileira que mora aqui na Cidade, saimos juntas, com nossos respectivos maridos no domingo, fizemos um pequeno tour pela cidade. Ontem, saimos novamente dessa fez so nos duas, como o dia estava nublado, fomos andar no Centro, de loja em loja, olhando as roupas e nao comprando nada... AHAHA... Ela nao e muito diferente de mim, em relacao a isso. Sempre deixava minha amigas malucas quando iamos ao Shopping, porque olhava, provava e nao levava nada...
Ontem recebi uma mensagem pelo Grupo, falando sobre amizade entre mulheres, trata-se de um estudo cientifico de como o ralacionamente entre amigas e saudavel e ajuda a superar traumas, dificuldades e ate doencas. O texto e um pouco longo mas vale a pena ler:
"Um estudo publicado pela Universidade de Los Angeles, Califórnia indica que a amizade entre mulheres é algo verdadeiramente especial. Descobriu-se que as amigas contribuem para o fortalecimento da identidade e para projetar nosso futuro. Constituem um remanso diante de um mundo real cheio da tempestade e obstáculos. As amigas ajudam-nos a preencher os vazios emocionais de nossas relações com os homens e ajudam-nos a recordar quem nós somos realmente.
De acordo com os pesquisadores há evidências de que ter amigas ajud am as mulheres a prevenir o "stress", responsável por problemas de estômago. Após 50 anos de investigações, identificou-se que existem substâncias químicas produzidas pelo cérebro que ajudam a criar e manter laços de amizade entre as mulheres. Os pesquisadores, homens em sua maioria, surpreenderam-se com os resultados destes estudos.
Até a publicação dos resultados desta investigação, prevalecia a idéia de que quando as pessoas estava expostas à tensão extrema, reagiam produzindo hormônios que geravam uma imediata reação que conduz à luta ou a fuga frente aquilo que era percebido como agressão.
Drª Laura Primo Klein, uma das autoras do estudo mencionado, afirma que estes disparadores do hormônio constituem um mecanismo de sobrevivência tão antigo quanto a humanidade. É uma espécie de auto-proteção que remonta à época em que os seres humanos eram nômades e sua principal atividade era a caça.
O QUE ESTAS INVESTIGAÇÕES DESCOBRIRAM É QUE NÃO EXISTEM SOMENTE OS MECANISMO S DAS RESPOSTAS DE LUTA, CONFRONTO OU FUGA.
APARENTEMENTE, QUANDO O HORMÔNIO OXITOCINA É LIBERADO, como parte da reação das mulheres frente ao stress, elas sentem a necessidade de proteger seus filhos e de agruparem-se com outras mulheres. Quando isso acontece, produz-se uma maior quantidade de oxitocina que reduz o stress agudo e produz um efeito calmante.
Estas reações não aparecem entre os membros do sexo masculino, porque a testosterona que os homens produzem em altas quantidades tende a neutralizar os efeitos da oxitocina, enquanto os estrógenos femininos aumentam a produção do hormônio.
A descoberta de que as mulheres respondem da maneira diferente que os homens, causou reações diversas. Após repetidos estudos, demonstrou-se que os laços emocionais existentes entre as mulheres que são amigas verdadeiras e leais contribuem para a redução dos riscos de doenças ligas à pressão arterial e ao colesterol.
Acredita-se que esta pode ser uma das razões por que as mulheres geralmente vivem mais do que os homens. As mulheres que não estabelecem relações profundas de amizade com outras mulheres não mostram os mesmo resultados em sua saúde.
Assim, ter amigas nos ajuda não somente a viver mais, como também a viver melhor. O estudo sobre saúde, realizado pela faculdade da medicina de Harvard indica que quanto mais amigas tem uma mulher, maior probabilidade ela terá de chegar à velhice sem problemas físicos, levando uma vida plena e saudável. Não contar com amigas próximas pode ser tão prejudicial para a saúde quanto a obesidade, o tabagismo ou o sedentarismo.
Neste mesmo estudo, foi observado também como as mulheres superam um momento crítico como a morte do cônjuge e percebeu-se que as mulheres que podiam confiar em suas amigas reagiram sem doenças graves e recuperaram-se em um lapso de tempo menor do que aquelas que não tinham em quem confiar. O estudo concluiu que a amizade entre as mulheres constitui uma fonte recíproca de força, bem-estar e saúde!!!!!!!!"
...uma Amiga...
23 June, 2004
22 June, 2004
Um Conselho sobre "CONSELHOS"
“Se conselho fosse bom, ninguém dava!”. Esse ditado popular tem atravessado gerações e, normalmente, expressa um sentimento de frustração por parte de quem aconselhou e a resistência de que o recebeu. Um desabafo: “não se meta onde não foi chamado!”.
Todos nós crescemos ouvindo conselhos de nossos pais e familiares, de nossos professores, tutores e amigos. Alguns acabam criando uma resistência natural a qualquer conselho, outros se tornam dependentes deles.
Alguns conselhos realmente ajudam, encorajam, mas outros, seria melhor nunca tê-los ouvido! Mas como fazer uso de “CONSELHOS”? Como identificar o bom e o mal conselho e, principalmente, como dar um bom conselho a alguém?
1. Pedindo conselho:
De repente você se sente perdida, não sabe qual rumo ou decisão tomar, sua mente está confusa e você não consegue pensar com clareza. Num impulso, você liga para seu melhor amigo e num turbilhão de emoções relata os fatos de acordo com seu ponto de vista. Do outro lado da linha, alguém que realmente se importa com você, e que te ama, é pego totalmente de surpresa, mas ouve atentamente, capta todos os seus sentimentos, sem ter a mínima idéia dos fatos reais e não sabe o que realmente se passa em seu coração. Na melhor das intenções é movido pelas suas emoções, despeja centenas de conselhos, geralmente começando com a famosa frase: “SE EU FOSSE VOCÊ...”.
Se você já passou por essa situação, sabe muito bem que esses conselhos não vão ser ouvidos. Eles são os famosos “Conselhos fora de hora”, simplesmente porque você não ligou para pedir um conselho, mas sim para desabafar. Mas a pessoa que te ouviu muitas vezes se sente frustrada, e até decepcionada, por você não ter ouvido o conselho dela.
Como evitar tal situação?
A mesma situação:
Dessa vez você pára, se for possível vá andar ou correr ou fazer qualquer outra atividade que mantenha seus músculos ocupados. Caso não possa sair, mude seu foco de atenção: pegue uma revista de fofocas, leia algo fútil ou qualquer coisa que afaste totalmente seus pensamentos do ponto crítico que lhe causa tanta aflição, que lhe faça esquecer o problema por alguns minutos.
Quando novamente voltar sua atenção ao problema, faça a você mesmo as seguintes perguntas:
- Eu realmente nunca passei por isso antes?
- Qual foi a última vez que me senti assim? E por quê?
Se você conseguir responder essas duas perguntas, abrirá uma porta para seu inconsciente e pode, por si mesma, encontrar uma solução. Lembre-se: A maioria das respostas que procuramos estão dentro de nós mesmos!
Porém, se mesmo respondendo às perguntas você ainda se sentir perdida, então faça outras duas perguntas:
- Realmente preciso de um conselho?
- Quem é a melhor pessoa para me ouvir e me ajudar?
Respondendo essas perguntas, você TALVEZ descubra que a única coisa que você realmente precisa é ser ouvida. Então, se esse é o caso, quando ligar para seu amigo/a, seja sincera com ele/a: “Vou te contar uma coisa, mas não quero um conselho, quero apenas que você me ouça”. Pode parecer estranho à princípio, mas com o tempo seu amigo/a passa a entender que você só quer ser ouvida.
Se por fim você decidir que o melhor mesmo seria um Conselho, leve em conta algumas considerações:
Homens e Mulheres pensam diferentes, por isso aconselham diferentemente. Homens são práticos e normalmente dão conselhos voltados à solução rápida do problema. São excelentes conselheiros para assuntos como: escolha de profissão, mudança de emprego, achar um bom mecânico para seu carro ou consertar o computador. Homens da família, tais como seu pai ou irmão, também podem ser bons conselheiros, quando o assunto é o relacionamento com sua mãe ou outro membro da família.
Por outro lado Mulheres são emotivas e dificilmente conseguem ouvir sem se envolver no problema, e quanto mais próximas a você, mais empenhadas elas ficam em encontrar uma solução. O lado bom é que aconteça o que acontecer, elas estarão lá por você. O ruim é que muitas vezes o envolvimento delas por vezes excede o limite do conselho.
Por exemplo “a Mamãe”: desde que somos crianças nossa mãe é sempre a nossa primeira opção. Ela nos ama e jamais nos daria um conselho que venha a nos prejudicar. Porém, é exatamente por isso que devemos pensar bem, se ela seria realmente a melhor opção. O instinto materno sempre fala mais alto. Elas querem nos proteger, mesmo que isso signifique nos segurar no ninho quando já estamos prontos para voar.
Uma colega de trabalho pode ajudar em pequeninas dicas: o que vestir, uma receita para o jantar, um bom destino para as férias, etc. Cuidado para não confundir a linha entre o companheirismo e a amizade, pois é lógico que uma colega pode sempre vir a se tornar uma grande amiga, mas num ambiente competitivo como é o ambiente de trabalho, as chances de que essa colega use suas confissões para seu próprio benefício são grandes. Então, tenha certeza que essa pessoa é realmente confiável antes de lhe abrir o coração sobre seus problemas pessoais.
A maioria de nós escolhe nossa melhor amiga para um conselho, afinal ela está sempre ao nosso lado nos momentos mais difíceis, nos conhece, nos compreende, e, sem dúvida, é a melhor opção na maioria das vezes. No entanto, quando se trata de conselhos sobre seu relacionamento com seu namorado/marido, sua melhor amiga pode não ser a melhor opção.
Explico o porquê: vocês são excelentes amigas (as melhores!) e tem sido assim por longa data. Porém, a não ser que a amizade tenha iniciado depois do relacionamento, ela provavelmente tem certas reservar quanto a ele, não por algum motivo especial, mas pelo simples fato de que depois que você iniciou o relacionamento, a amizade de vocês passou a ficar em segundo plano. Por mais compreensiva que seja uma amiga, sempre fica uma pontinha de ciúmes! Então, quando você levar qualquer problema sobre seu relacionamento para sua amiga, preste muita atenção na primeira reação dela, se mesmo quase inconsciente, ela lhe defender a extremo e atacá-lo sem motivos, pense que talvez seja melhor parar por aí e evitar dizer tudo a respeito do relacionamento para ela, porque o pouco a pouco pode ser tornar fatal, tanto para o seu relacionamento, quanto para a amizade de vocês. Porque se você seguir os conselhos dela, é possível que seu relacionamento não dure muito, e se você não seguir, pode ser que ela fique magoada. Hum! Difícil dilema, não é mesmo? Então, por que não evitar esse tipo de situacao e tentar resolver seus problemas amorosos com a única pessoa a que isso realmente interessa: seu namorado/marido? Por mais difícil que seja a situação, o diálogo franco e aberto é sempre a melhor saída.
Porém, se você acha que realmente precisa de conselhos para isso, procure alguém experiente, que lhe inspire confiança e que seja totalmente neutro na situação. Muitas vezes a melhor opção é uma pessoa estranha, um counselling ou, até mesmo, um psicólogo. Essas pessoas são preparadas para aconselhar, sabem extrair as informações necessárias para lhe fazer refletir e encontrar, por si mesma, as respostas que procura.
2. Dando bons conselhos.
Depois de todas as considerações sobre pedir conselho, você já deve ter se dado conta de que aconselhar alguém não é apenas uma questão de dizer o que você pensa. Quando alguém que você realmente considera vem lhe trazer um problema, ouça com atenção, pois muitas vezes as pessoas nos pedem conselhos para algo que ela tem definido em mente, portanto o que ela busca não é um conselho, mas sim uma aprovação. Como aquela amiga que se encontrou com um rapaz uma semana antes, ele pegou o telefone dela e ficou de ligar, mas não ligou, então ela lhe pergunta se deve ligar para ele ou não. Num impulso, você responde: “Não, ele ficou de ligar, então espera!”. Mas isso não é o que ela quer ouvir, o que a faz perguntar a outra amiga, e para outra, e ainda mais uma, até encontrar alguém que diga: “Liga vai! Que mal há nisso!”. Ela liga, ele a ignora, então mais tarde ela volta se lamentando e você guarda para si mesma: “Eu sabia que isso ia acontecer!”. Neste caso, o melhor conselho é um seqüência de perguntas que vai levá-la a pensar nas conseqüências, e fazê-la achar a melhor resposta.
Enfim, este é o meu conselho sobre conselhos, mas se você também acha que conselho só é bom quando temos que pagar, então pode fazer o depósito na minha conta.
...uma Amiga...
Todos nós crescemos ouvindo conselhos de nossos pais e familiares, de nossos professores, tutores e amigos. Alguns acabam criando uma resistência natural a qualquer conselho, outros se tornam dependentes deles.
Alguns conselhos realmente ajudam, encorajam, mas outros, seria melhor nunca tê-los ouvido! Mas como fazer uso de “CONSELHOS”? Como identificar o bom e o mal conselho e, principalmente, como dar um bom conselho a alguém?
1. Pedindo conselho:
De repente você se sente perdida, não sabe qual rumo ou decisão tomar, sua mente está confusa e você não consegue pensar com clareza. Num impulso, você liga para seu melhor amigo e num turbilhão de emoções relata os fatos de acordo com seu ponto de vista. Do outro lado da linha, alguém que realmente se importa com você, e que te ama, é pego totalmente de surpresa, mas ouve atentamente, capta todos os seus sentimentos, sem ter a mínima idéia dos fatos reais e não sabe o que realmente se passa em seu coração. Na melhor das intenções é movido pelas suas emoções, despeja centenas de conselhos, geralmente começando com a famosa frase: “SE EU FOSSE VOCÊ...”.
Se você já passou por essa situação, sabe muito bem que esses conselhos não vão ser ouvidos. Eles são os famosos “Conselhos fora de hora”, simplesmente porque você não ligou para pedir um conselho, mas sim para desabafar. Mas a pessoa que te ouviu muitas vezes se sente frustrada, e até decepcionada, por você não ter ouvido o conselho dela.
Como evitar tal situação?
A mesma situação:
Dessa vez você pára, se for possível vá andar ou correr ou fazer qualquer outra atividade que mantenha seus músculos ocupados. Caso não possa sair, mude seu foco de atenção: pegue uma revista de fofocas, leia algo fútil ou qualquer coisa que afaste totalmente seus pensamentos do ponto crítico que lhe causa tanta aflição, que lhe faça esquecer o problema por alguns minutos.
Quando novamente voltar sua atenção ao problema, faça a você mesmo as seguintes perguntas:
- Eu realmente nunca passei por isso antes?
- Qual foi a última vez que me senti assim? E por quê?
Se você conseguir responder essas duas perguntas, abrirá uma porta para seu inconsciente e pode, por si mesma, encontrar uma solução. Lembre-se: A maioria das respostas que procuramos estão dentro de nós mesmos!
Porém, se mesmo respondendo às perguntas você ainda se sentir perdida, então faça outras duas perguntas:
- Realmente preciso de um conselho?
- Quem é a melhor pessoa para me ouvir e me ajudar?
Respondendo essas perguntas, você TALVEZ descubra que a única coisa que você realmente precisa é ser ouvida. Então, se esse é o caso, quando ligar para seu amigo/a, seja sincera com ele/a: “Vou te contar uma coisa, mas não quero um conselho, quero apenas que você me ouça”. Pode parecer estranho à princípio, mas com o tempo seu amigo/a passa a entender que você só quer ser ouvida.
Se por fim você decidir que o melhor mesmo seria um Conselho, leve em conta algumas considerações:
Homens e Mulheres pensam diferentes, por isso aconselham diferentemente. Homens são práticos e normalmente dão conselhos voltados à solução rápida do problema. São excelentes conselheiros para assuntos como: escolha de profissão, mudança de emprego, achar um bom mecânico para seu carro ou consertar o computador. Homens da família, tais como seu pai ou irmão, também podem ser bons conselheiros, quando o assunto é o relacionamento com sua mãe ou outro membro da família.
Por outro lado Mulheres são emotivas e dificilmente conseguem ouvir sem se envolver no problema, e quanto mais próximas a você, mais empenhadas elas ficam em encontrar uma solução. O lado bom é que aconteça o que acontecer, elas estarão lá por você. O ruim é que muitas vezes o envolvimento delas por vezes excede o limite do conselho.
Por exemplo “a Mamãe”: desde que somos crianças nossa mãe é sempre a nossa primeira opção. Ela nos ama e jamais nos daria um conselho que venha a nos prejudicar. Porém, é exatamente por isso que devemos pensar bem, se ela seria realmente a melhor opção. O instinto materno sempre fala mais alto. Elas querem nos proteger, mesmo que isso signifique nos segurar no ninho quando já estamos prontos para voar.
Uma colega de trabalho pode ajudar em pequeninas dicas: o que vestir, uma receita para o jantar, um bom destino para as férias, etc. Cuidado para não confundir a linha entre o companheirismo e a amizade, pois é lógico que uma colega pode sempre vir a se tornar uma grande amiga, mas num ambiente competitivo como é o ambiente de trabalho, as chances de que essa colega use suas confissões para seu próprio benefício são grandes. Então, tenha certeza que essa pessoa é realmente confiável antes de lhe abrir o coração sobre seus problemas pessoais.
A maioria de nós escolhe nossa melhor amiga para um conselho, afinal ela está sempre ao nosso lado nos momentos mais difíceis, nos conhece, nos compreende, e, sem dúvida, é a melhor opção na maioria das vezes. No entanto, quando se trata de conselhos sobre seu relacionamento com seu namorado/marido, sua melhor amiga pode não ser a melhor opção.
Explico o porquê: vocês são excelentes amigas (as melhores!) e tem sido assim por longa data. Porém, a não ser que a amizade tenha iniciado depois do relacionamento, ela provavelmente tem certas reservar quanto a ele, não por algum motivo especial, mas pelo simples fato de que depois que você iniciou o relacionamento, a amizade de vocês passou a ficar em segundo plano. Por mais compreensiva que seja uma amiga, sempre fica uma pontinha de ciúmes! Então, quando você levar qualquer problema sobre seu relacionamento para sua amiga, preste muita atenção na primeira reação dela, se mesmo quase inconsciente, ela lhe defender a extremo e atacá-lo sem motivos, pense que talvez seja melhor parar por aí e evitar dizer tudo a respeito do relacionamento para ela, porque o pouco a pouco pode ser tornar fatal, tanto para o seu relacionamento, quanto para a amizade de vocês. Porque se você seguir os conselhos dela, é possível que seu relacionamento não dure muito, e se você não seguir, pode ser que ela fique magoada. Hum! Difícil dilema, não é mesmo? Então, por que não evitar esse tipo de situacao e tentar resolver seus problemas amorosos com a única pessoa a que isso realmente interessa: seu namorado/marido? Por mais difícil que seja a situação, o diálogo franco e aberto é sempre a melhor saída.
Porém, se você acha que realmente precisa de conselhos para isso, procure alguém experiente, que lhe inspire confiança e que seja totalmente neutro na situação. Muitas vezes a melhor opção é uma pessoa estranha, um counselling ou, até mesmo, um psicólogo. Essas pessoas são preparadas para aconselhar, sabem extrair as informações necessárias para lhe fazer refletir e encontrar, por si mesma, as respostas que procura.
2. Dando bons conselhos.
Depois de todas as considerações sobre pedir conselho, você já deve ter se dado conta de que aconselhar alguém não é apenas uma questão de dizer o que você pensa. Quando alguém que você realmente considera vem lhe trazer um problema, ouça com atenção, pois muitas vezes as pessoas nos pedem conselhos para algo que ela tem definido em mente, portanto o que ela busca não é um conselho, mas sim uma aprovação. Como aquela amiga que se encontrou com um rapaz uma semana antes, ele pegou o telefone dela e ficou de ligar, mas não ligou, então ela lhe pergunta se deve ligar para ele ou não. Num impulso, você responde: “Não, ele ficou de ligar, então espera!”. Mas isso não é o que ela quer ouvir, o que a faz perguntar a outra amiga, e para outra, e ainda mais uma, até encontrar alguém que diga: “Liga vai! Que mal há nisso!”. Ela liga, ele a ignora, então mais tarde ela volta se lamentando e você guarda para si mesma: “Eu sabia que isso ia acontecer!”. Neste caso, o melhor conselho é um seqüência de perguntas que vai levá-la a pensar nas conseqüências, e fazê-la achar a melhor resposta.
Enfim, este é o meu conselho sobre conselhos, mas se você também acha que conselho só é bom quando temos que pagar, então pode fazer o depósito na minha conta.
...uma Amiga...
21 June, 2004
Violencia Silenciosa
Violencia Silenciosa
Quando se fala em Violencia e facil apontar o nosso pais com nosso melhor exemplo de violencia, mas infelizmente a violencia esta em todas as partes do mundo. Seja em guerras ou no dia-a-dia das comunidades.
E nao e porque a Ilha Britanica faz parte do primeiro mundo e que se encontra isenta de violencia, Segundo dados oficiais divulgados pelo Home Office no periodo de Abr/02 a Mar/03 ocorreram 5.895.514 casos de violencia registrados na Inglaterra e Pais de Gales. Esse e um numero decrescente em relacao o recorde registrado em 1995, mesmo assim significa 11.27% da populacao dos dois paises.
Se voce nao e muito fa de numeros e so colocar dessa forma, durante esse periodo 1 a cada 10 pessoas sofreram algum tipo de violencia, e sei que comparados ao numeros no Brasil isso nao e nada!
Mas vamos deixar os numeros um pouco de lado, e se o assunto e violencia no Reino Unido, gostaria chamar sua atencao para um tipo de crime que aprensentou o mais rapido crescimento registrado por recentes estatisticas da polica, e o que eles chamam: “Date-rape”, sabe-se porem que muitas das vitimas nao registram queixa, o significa que os numeros sao bem maiores do que se tem ideia.
Alguns jornais e revistas tem publicado artigos como resultado de investigacoes independents, e o que mais me chamou a atencao para o risco que muita gente anda exposta, foram os artigos publicados nos meses de Marco e Abril na Revista Cosmopolitan, aonde a reporter Lisa Brinkworth que teve uma amiga vitima desse tipo de violencia, com o auxilio da Pocilia se infiltrou num grupo de homens que fazem parte dessa terrivel “Gang Date-Rape”, ela os descreve como: “Atraentes, ricos e perigosos”.
O “Date-rape” basicamente tem seu inicio em Pubs e casas noturnas, aonde esses homens escolhem suas vitimas, normalmente mulheres atraentes e desacompanhadas, e com uma boa conversa, sempre muito educados, eles de aproximam de suas vitimas, assim que ganham sua confianca se oferecem para pagar uma bebida aonde adicionam a droga, a partir desse ponto da-se inicio o “Date-Rape”.
E se voce acha que isso so acontece com mulheres, preste atencao, em15% dos casos registrados a vitima era do sexo masculino.
Importante saber que existem tres tipos drogas que sao utilizadas no “Date-rape”:
- “GHB” - nao tem cor nem odor, mas as vezes pode apresentar um sabor levemente salgado, mas pode passar imperceptivel, pode ter duas versoes, uma em forma de comprimido e outra na forma de um po branco, seu sintomas sao: sensacao de relaxamento, sonolencia, tontura, nauseas, dificuldade visual, perda de conciencia, paralizacao, total perda de memoria, suor, sensacao de estar sonhando, lento batimento cardiaco, em casos extremos pode levar ao estado de coma e ate morte.
- Rohypnol – e um comprimido que pode ser incolor ou tornar-se azul quando misturado a liquidos, numa versao alterada. Possue efeitos similares, mas quando misturado ao alcool causa tambem desinibicao, confusao e aminesia, e com acao estimulante porem descoordenada, o que a torna a mais popular droga usada nesse tipo de violencia. E facilmente indentificado num exame de urina, apos a ingestao ja que demora de 20 a 30 horas para ser totalmente eliminado da corpo.
- Ketamine – e um poderoso anestesico utilizado em animais, apresenta tambem duas formas uma liquida e outra em po branco, e alem dos sintomas das outras drogas pode causar ainda: Alucinacoes, problemas respiratorios e confulcoes.
Como evitar?
Felizmente foi lancado um novo produto no mercado para ajudar possiveis vitimas, e o “Drink Detective” custa £ 3.95, e do tamanhdo de uma caixa de fosforo e contem 3 “pads”, e foi desenvolvido para detectar ainda que a menor quantidade de qualquer uma das 3 drogas acima. Pode ser adquirido “shops”, “vending machines” ou pelo website: www.drinkdetective.com.
No entanto algumas precausoes podem ajudar a evitar o “Date-Rape”:
- Planeje sempre seus passeios noturnos,
- Tenha certeza que pelo menos uma pessoa sabe, aonde voce esta e que horas volta para casa.
- Evite ir sozinha, estando entre amigos, um pode cuidar do outro.
- Se possivel, peca a um dos integrantes de seu grupo que beba, a ficar atento.
- Nao aceite bebida de estranhos
- Abra sempre sua propria garafa
- No divida sua bebida
- Principalmente: Esteje atenta!
Mas se infelizmente voce for vitima, ou conhece alguem que tenha sido, lembre-se
- procurar a policia e um medico, sao os primeiros passos,
- solicite um exame de urina, na maioria dos caso o exame pode dectar a droga usada se feito nas proximas 20 horas.
- evite trocar a roupar ou tomar banho, pois isso pode dar as evidencias necessarias.
Se precisar de assistencia, procure:
The Roofie Foundation’s 24-hours helpline: 0800 783 2980 ou www.roofie.com
Rape Crisis Helpline: 0115 941 0440 ou www.rapecrisis.co.uk
FONTES:
http://www.urban75.com/Drugs/rape.html,
http://www.4woman.gov/faq/rohypnol.htm
http://www.mckinley.uiuc.edu/health-info/sexual/daterape/drape.html
http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2004/05/14/nroh14.xml
http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk/3603119.stm
http://www.crimestatistics.org.uk/tool/Default.asp?region=0&force=0&cdrp=0&l1=0&l2=0&l3=0&sub=0&v=21
...uma Amiga...
Quando se fala em Violencia e facil apontar o nosso pais com nosso melhor exemplo de violencia, mas infelizmente a violencia esta em todas as partes do mundo. Seja em guerras ou no dia-a-dia das comunidades.
E nao e porque a Ilha Britanica faz parte do primeiro mundo e que se encontra isenta de violencia, Segundo dados oficiais divulgados pelo Home Office no periodo de Abr/02 a Mar/03 ocorreram 5.895.514 casos de violencia registrados na Inglaterra e Pais de Gales. Esse e um numero decrescente em relacao o recorde registrado em 1995, mesmo assim significa 11.27% da populacao dos dois paises.
Se voce nao e muito fa de numeros e so colocar dessa forma, durante esse periodo 1 a cada 10 pessoas sofreram algum tipo de violencia, e sei que comparados ao numeros no Brasil isso nao e nada!
Mas vamos deixar os numeros um pouco de lado, e se o assunto e violencia no Reino Unido, gostaria chamar sua atencao para um tipo de crime que aprensentou o mais rapido crescimento registrado por recentes estatisticas da polica, e o que eles chamam: “Date-rape”, sabe-se porem que muitas das vitimas nao registram queixa, o significa que os numeros sao bem maiores do que se tem ideia.
Alguns jornais e revistas tem publicado artigos como resultado de investigacoes independents, e o que mais me chamou a atencao para o risco que muita gente anda exposta, foram os artigos publicados nos meses de Marco e Abril na Revista Cosmopolitan, aonde a reporter Lisa Brinkworth que teve uma amiga vitima desse tipo de violencia, com o auxilio da Pocilia se infiltrou num grupo de homens que fazem parte dessa terrivel “Gang Date-Rape”, ela os descreve como: “Atraentes, ricos e perigosos”.
O “Date-rape” basicamente tem seu inicio em Pubs e casas noturnas, aonde esses homens escolhem suas vitimas, normalmente mulheres atraentes e desacompanhadas, e com uma boa conversa, sempre muito educados, eles de aproximam de suas vitimas, assim que ganham sua confianca se oferecem para pagar uma bebida aonde adicionam a droga, a partir desse ponto da-se inicio o “Date-Rape”.
E se voce acha que isso so acontece com mulheres, preste atencao, em15% dos casos registrados a vitima era do sexo masculino.
Importante saber que existem tres tipos drogas que sao utilizadas no “Date-rape”:
- “GHB” - nao tem cor nem odor, mas as vezes pode apresentar um sabor levemente salgado, mas pode passar imperceptivel, pode ter duas versoes, uma em forma de comprimido e outra na forma de um po branco, seu sintomas sao: sensacao de relaxamento, sonolencia, tontura, nauseas, dificuldade visual, perda de conciencia, paralizacao, total perda de memoria, suor, sensacao de estar sonhando, lento batimento cardiaco, em casos extremos pode levar ao estado de coma e ate morte.
- Rohypnol – e um comprimido que pode ser incolor ou tornar-se azul quando misturado a liquidos, numa versao alterada. Possue efeitos similares, mas quando misturado ao alcool causa tambem desinibicao, confusao e aminesia, e com acao estimulante porem descoordenada, o que a torna a mais popular droga usada nesse tipo de violencia. E facilmente indentificado num exame de urina, apos a ingestao ja que demora de 20 a 30 horas para ser totalmente eliminado da corpo.
- Ketamine – e um poderoso anestesico utilizado em animais, apresenta tambem duas formas uma liquida e outra em po branco, e alem dos sintomas das outras drogas pode causar ainda: Alucinacoes, problemas respiratorios e confulcoes.
Como evitar?
Felizmente foi lancado um novo produto no mercado para ajudar possiveis vitimas, e o “Drink Detective” custa £ 3.95, e do tamanhdo de uma caixa de fosforo e contem 3 “pads”, e foi desenvolvido para detectar ainda que a menor quantidade de qualquer uma das 3 drogas acima. Pode ser adquirido “shops”, “vending machines” ou pelo website: www.drinkdetective.com.
No entanto algumas precausoes podem ajudar a evitar o “Date-Rape”:
- Planeje sempre seus passeios noturnos,
- Tenha certeza que pelo menos uma pessoa sabe, aonde voce esta e que horas volta para casa.
- Evite ir sozinha, estando entre amigos, um pode cuidar do outro.
- Se possivel, peca a um dos integrantes de seu grupo que beba, a ficar atento.
- Nao aceite bebida de estranhos
- Abra sempre sua propria garafa
- No divida sua bebida
- Principalmente: Esteje atenta!
Mas se infelizmente voce for vitima, ou conhece alguem que tenha sido, lembre-se
- procurar a policia e um medico, sao os primeiros passos,
- solicite um exame de urina, na maioria dos caso o exame pode dectar a droga usada se feito nas proximas 20 horas.
- evite trocar a roupar ou tomar banho, pois isso pode dar as evidencias necessarias.
Se precisar de assistencia, procure:
The Roofie Foundation’s 24-hours helpline: 0800 783 2980 ou www.roofie.com
Rape Crisis Helpline: 0115 941 0440 ou www.rapecrisis.co.uk
FONTES:
http://www.urban75.com/Drugs/rape.html,
http://www.4woman.gov/faq/rohypnol.htm
http://www.mckinley.uiuc.edu/health-info/sexual/daterape/drape.html
http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2004/05/14/nroh14.xml
http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk/3603119.stm
http://www.crimestatistics.org.uk/tool/Default.asp?region=0&force=0&cdrp=0&l1=0&l2=0&l3=0&sub=0&v=21
...uma Amiga...
Sobre Adaptacao
Tenho recebido e-mails e frequentemente converso com alguem no MSN, e a pergunta mais frequnte e a respeito da ADAPTACAO.
Sempre me considerei uma pessoal de facil adaptacao, desde que tenho 3 anos de idade meus pais nunca pararam e uma unica cidade por mais de 2 anos, foram 5 diferentes cidade que moramos na Bahia entre meus 3 e 11 anos, quando voltamos para Sul, primeiro em Sao Paulo, depois no Parana. Bom, essa historia realmente nao interessa agora, mas fiz a citacao para que possam entender porque me considero de facil adaptacao.
Mas, voce mudar de um lado para o outro, dentro do seu pais, aonde a cultura e similar e a lingua e a mesma e uma coisa, enfrentar uma cultura totalmente oposta a nossa e um lingua que nao e a nosssa "Linguagem dos sentimentos" e outra coisa completamente diferente.
Confesso, sofri bastante no meu primeiro ano em Londres, e quando me mudei de Londres para MK (80km de Londres), tive que passar novamente por uma readaptacao, dessa vez mais facil ja que esta mais apta a falar a lingua, mas mesmo assim passei alguns dias em completa depressao, chorando sozinha em casa por nao ter com quem conversar enquanto meu marido trabalhava, so quando conhecia a Claudia e arranjei um emprego e que me senti realmente bem na Cidade. E posso dizer que tive o melhor verao da minha vida desde que deixei o Brasil.
Esse ano, mais uma mudanca, por motivos de trabalho, tivemos que deixar nossa casa em MK e vir morar aqui em Regensburg. A cidade e linda, e a qualidade de vida e muito boa, me alimento melhor, ja que frutas e verduras sao mais abundantes do que na Inglaterra, ando de bicicleta na cidade toda, as margens do Rio se transformam em Praias nos dias quente, e inpira ate colocar um biquini/maio para tomar um sol. Fiz dois meses de Alemao, aprendi algumas palavras (Lingua complicada essa!), mas como nao tenho com quem praticar ficou so nisso.
Me corrijam as esposas de alemao, se eu estiver errada, mas ate aonde eu sei, o povo alemao tem o seguinte sistematica, tres grupo de convivencia: A familia, os colegas de trabalho e os amigos, mas diferente da culturas latinas os alemaes nao misturam esse tres grupos, colegas se trabalho eles so veem no trablho e so conversam sobre trabalho, e assim por diante em cada grupo, no maximo, os amigos pessoais conhecem a familia, mas nada muito proximo, ja que encontros de amigos acontecem no "BIER GARDEN" e encontros familiares e o Churracao de domingo no verao, na casa de um dos membros da familia.
Fiquei sabendo dessa sistematica, quando fui esquiar com o grupo que trabalha com meu marido, e nenhum deles, alem do meu marido, levou a namorada ou a esposa, e todos que estava la ou eram casados ou "long-term-relationship", tentei saber o porque eles nao respondiam, ate que um frances me explicou como as coisas funcionam.
Bom, como nao tenho nenhum desses tres grupos aqui, podem imaginar como me sinto as vezes.
Se quiserem leiam mais a respeito em: A VIDA POR AQUI...
...uma Amiga...
Sempre me considerei uma pessoal de facil adaptacao, desde que tenho 3 anos de idade meus pais nunca pararam e uma unica cidade por mais de 2 anos, foram 5 diferentes cidade que moramos na Bahia entre meus 3 e 11 anos, quando voltamos para Sul, primeiro em Sao Paulo, depois no Parana. Bom, essa historia realmente nao interessa agora, mas fiz a citacao para que possam entender porque me considero de facil adaptacao.
Mas, voce mudar de um lado para o outro, dentro do seu pais, aonde a cultura e similar e a lingua e a mesma e uma coisa, enfrentar uma cultura totalmente oposta a nossa e um lingua que nao e a nosssa "Linguagem dos sentimentos" e outra coisa completamente diferente.
Confesso, sofri bastante no meu primeiro ano em Londres, e quando me mudei de Londres para MK (80km de Londres), tive que passar novamente por uma readaptacao, dessa vez mais facil ja que esta mais apta a falar a lingua, mas mesmo assim passei alguns dias em completa depressao, chorando sozinha em casa por nao ter com quem conversar enquanto meu marido trabalhava, so quando conhecia a Claudia e arranjei um emprego e que me senti realmente bem na Cidade. E posso dizer que tive o melhor verao da minha vida desde que deixei o Brasil.
Esse ano, mais uma mudanca, por motivos de trabalho, tivemos que deixar nossa casa em MK e vir morar aqui em Regensburg. A cidade e linda, e a qualidade de vida e muito boa, me alimento melhor, ja que frutas e verduras sao mais abundantes do que na Inglaterra, ando de bicicleta na cidade toda, as margens do Rio se transformam em Praias nos dias quente, e inpira ate colocar um biquini/maio para tomar um sol. Fiz dois meses de Alemao, aprendi algumas palavras (Lingua complicada essa!), mas como nao tenho com quem praticar ficou so nisso.
Me corrijam as esposas de alemao, se eu estiver errada, mas ate aonde eu sei, o povo alemao tem o seguinte sistematica, tres grupo de convivencia: A familia, os colegas de trabalho e os amigos, mas diferente da culturas latinas os alemaes nao misturam esse tres grupos, colegas se trabalho eles so veem no trablho e so conversam sobre trabalho, e assim por diante em cada grupo, no maximo, os amigos pessoais conhecem a familia, mas nada muito proximo, ja que encontros de amigos acontecem no "BIER GARDEN" e encontros familiares e o Churracao de domingo no verao, na casa de um dos membros da familia.
Fiquei sabendo dessa sistematica, quando fui esquiar com o grupo que trabalha com meu marido, e nenhum deles, alem do meu marido, levou a namorada ou a esposa, e todos que estava la ou eram casados ou "long-term-relationship", tentei saber o porque eles nao respondiam, ate que um frances me explicou como as coisas funcionam.
Bom, como nao tenho nenhum desses tres grupos aqui, podem imaginar como me sinto as vezes.
Se quiserem leiam mais a respeito em: A VIDA POR AQUI...
...uma Amiga...
17 June, 2004
Resumo da Opera
Esquiar foi um sonho que se tornou realidade nesse ultimo inverno, toda equipada, com roupas e botas especiais, segurando o par de esquis na mao, eu e meu marido esperamos na fila para pegar “lift” um tipo de bondinho, que sobe montanha acima, mais de 2000 metros de altura. Os Alpes Austriacos sao lindissimos, e aquelas montanhas congeladas decoradas com pinheiros pintados de branco pela neve, como se fosse um spray, leva minha mente para dentro de um cartao de Natal.
Montanha acima a temperatura cai ainda mais, a noite anterior tinha sido a noite mais fria de toda minha vida, quando voltamos para pousada por volta das 10:30 da noite o temometro do carro marcava -12º.C, e acreditamos que na madrugada a temperatura provavelmente caiu ainda mais. E com aquele visual inacreditavel, e um frio de doer a alma la fomos nos, aquele dia eu teria aulas de esqui com um instrutor local, enquanto eu e mais 3 outros alunos aprendiamos os primeiro passo sobre os esquis, meu marido foi esquir sozinho, ele esquia muito bem!! O dia passou rapido e depois de pegar algumas tecnicas e levar muitos tombos, la estava eu esquiando junto com ele, e logico que ele tinha que ir mais devagar no caso de ter que me ajudar a levantar, mas nos divertimos muito e aquele foi um dos melhores fim de semana em toda minha vida. Esquiamos quase todos os finais de semana desse inverno, ja que a menos de uma hora de onde moramos, fica uma estacao de esqui, nao tao grande e alta quanto nos Alpes, mas para quem esta aprendendo, e perfeita.
Ok, esse nao parece exatamente com um dia de uma brasileira que veio tentar a vida na Europa, mas essa ano minha vida tem sido diferente de tudo que ja tive, aceitamos esse contrato com uma empresa alema, o que nos levou a morar em Regensburg, uma cidade que existe desde o ano 500 a.C., fica localizada no Sul da Alemanha, mais precisamente na Bavaria, e uma cidade turistica e muito bonita as margens dos Rios Danubio, Regen e Naab. E pela primeira vez na minha vida, por ainda nao ter minha autorizacao de trabalho, que vivo uma “vida de madame” meus dias durante a semana sao preenchido pelo curso de Alemao que faco pela manha, e o restante preencho de acordo com meu humor. Mas nao foi sempre assim!!! A dois anos atras se alguem me dizesse que minha vida seria o que e hoje, eu daria risada.
Quando meu pai nos deixou eu tinha 11 anos e meu irmao 6, e sozinha, minha mae, sem nenhum estudo tinha que proporcionar nosso sustento. Ela nunca se deixou abater, nunca perdemos um ano escola, e nunca nos faltou o essencial. Nao e dificil saber de quem herdei meu temperamento, sempre fui ambiciosa, nunca desejei ser rica ou famosa, mas nunca me contentei com fato de enterrar meus sonhos numa vida sem perspectivas. Eu sempre quis estudar, trabalhar em algo que me realizasse, viajar e conhecer lugares diferentes nao so no Brasil, mas no mundo inteiro. Comecei a trabalhar com 13 anos, e aos 16 achei que seria melhor para nos 3, se de alguma forma eu pudesse me sustentar sozinha, moravamos numa cidadezinha no interior do Parana, aonde o unico futuro que eu poderia ter era trabalhar como operaria numa fabrica de doces, casar aos 17 anos, ter filhos, e enterrar todos os meus sonhos no quintal. Tinha certeza de que aquele nao era meu destino.
Pedi ajuda para uma Instituicao Educacional, escrevi uma carta contando um pouco sobre minha vida, e pedindo uma oportunidade, eles tinham na epoca um sistema para ajudar pessoas carentes, os alunos trabalhavam para a instituicao em troca de estudo, moradia e alimentacao, um Colegio Interno, foi admitida no sistema em 1990, e dessa forma conclui meu colegial em um dos melhores e mais caros Colegios de Sao Paulo.
Seis anos mais tarde minha situacao era bastante estavel, estava cursando o ultimo ano da Universidade, trabalhava numa boa empresa, e meu salario alem de garantir meu sustento, ajudava manter minha mae e me dava luxos, como ter meu proprio carro, passar ferias em Porto Seguro, Fortaleza e ate em Los Angeles. Mas eu nao estava Feliz! Logo que terminei o Colegio, me casei com meu primeiro namorado, ele e uma otima pessoa, mas quando nos casamos eramos jovens e inexperientes, e com o passar do tempo crescemos totalmente aparte, diferentes em nossos objetivos e perspectivas de vida, nosso casamente se parecia mais com dois bons amigos dividindo a casa e as contas. Ainda durou 6 anos, e fui eu quem decidi que ja era tempo demais para uma vida de aparencia. A separacao foi uma das coisas mais dificeis que ja fiz. E os meses seguintes me afundaram numa depressao sem fim, perdi meu rumo, meus ideais, meus principios... Perdi completamente minha identidade. Permanecer na mesma cidade, no mesmo trabalho, convivendo com o mesmo circulo de amigos, tornou-se uma tortura diaria. Eu precisava fazer algo para mudar tudo aquilo! Foi quando minha amiga, que hoje mora na Australia, na epoca ela esta em Londres, me convidou para vir para Inglaterra. Eu nao vacilei um momento. Vendi meu carro, pedi demissao, e foi me despedir da minha familia. Todos diziam que eu estava louca em tomar essa decisao, mas conversando com minha mae vi os olhos dela cheios de lagrimas, e perguntei o que ela achava, ela me disse que estava triste porque sabia que eu nao iria voltar, perguntei se ela tambem achava que eu estava cometendo um erro, ela me respondeu: “Eu te conheco desde o dia que voce nasceu, e eu sei que quando voce quer algo e luta pelo seu objetivo, voce consegue!”. Aquilo foi mais do que suficiente! Ela acreditava em mim, e eu tambem!
Em 2001 cheguei a Londres, como a maioria chega, poucas libras e muitos sonhos! Mas estava decidida a viver um dia de cada vez e nao esquentar muito com o futuro. Morava com duas super amigas, tinha trabalho todos os dias, assistia minhas aulas de ingles, e saiamos aos finais de semana para nos divertir, essa era nossa rotina. Mas as coisas mudaram quando recebi um convite para ser Au-pair na casa de uma Inglesa, era so ela e uma cachorra, uma casa pequena, meu trabalho seria manter a casa em ordem e cuidar da cachorra enquanto ela trabalhava, facil!!! Passei meus “cleaners” e “baby sitters” para minhas amigas e aceitei o convite. Estava tudo perfeito, o trabalho era facil, tinha tempo para estudar, nao perdia uma aula, tinha um namorado Belga lindo que ia quase todas as semanas para Londres, aos finais de semana saia com minhas amigas, tudo funcionando perfeitamente ate a inglesa pirar. Eu sempre achei que ela bebia demais, mas as coisas comecaram a sair do controle. Ela era (ou e, nao sei) uma solteirona frustrada, que tinha como unica amiga a cachorra, e acho que ter alguem com uma vida normal e saudavel, morando com ela passou a incomodar. Ela comecou fazendo pequenas observacoes, percebi que ela estava controlando tudo o que eu fazia, o que eu comia, o que eu bebia, por quanto tempo ficava no banheiro, etc... e nos dias que eu sai com meu namorado ou com meus amigos, ela passava o tempo todo ligando no meu mobile. A situacao chegou ao ponto irreversivel no dia ela me levou a um restaurante para comemorarmos o aniversario dela, bebeu sozinha quase duas garafas de vinho, e aprontou uma baixaria, me ofendeu, ofendeu as pessoas no restaurante, quis sair sem pagar, aquilo nao parecia real. Eu fiquei transtornada e apesar de nao saber como eu iria me virar, sabia que tinha que deixar aquela casa!! Na mesma semana, com a ajuda da minha melhor amiga, deixei a casa da Inglesa. Nao tinha trabalho, e nem aonde morar, fiquei uns dias na casa da minha amiga, mas ela tambem estava de mudanca e o lugar para aonde estava indo nao tinha espaco para mim. Consegui um quarto, bem localizado e barato, e so descobri o porque, depois que me mudei para la, o Land-Lord era uma velho Maroquino, nojento e tentou entrar no meu quarto duas vezes, passei a encostar a geladeira na porta para poder dormir, consegui um trabalho em um Hotel, servindo no Cafe da Manha, servico pesado pagando 4 a hora sem o desconto do “Tax”, mal dava para pagar o aluguel. Meu namorado estava de Ferias, entao nao tinhamos contato. Mas eu tinha algo mais importante para me preocupar, meu visto iria vencer em 1 mes.
O mes passou rapido, e Julho/02 estava no seu final, era verao e eu sai do Hotel e ia direto p/ Hyde Park, ficava por la com medo de voltar para casa e o velho tentar alguma coisa. Iria ter um lugar na casa de uma amiga mas eu teria que esperar ate o fim de agosto. Tinha esperanca tambem que assim que as ferias de verao acabassem eu teria mais possibilidade de conseguir um trabalho melhor. Mas meu drama estava apenas comecando. Uma semana antes de vencer meu visto me apresentei no Home Office, que negou meu visto, problemas com a escola, me deram um prazo para apresentar o “Appeal”. Totalmente perdida, sem saber por onde comecar, voltei para casa aos prantos, no caminho de volta cheguei a conclussao de que nao valia a pena tudo o que estava passando, era melhor eu voltar para o Brasil, e retomar minha vida, telefonei para companhia aerea, mas apesar de meu Ticket ser valido ate o mes seguinte, eu nao poderia usa-lo, porque nao informei a Companhia a data que pretendia usa-lo, no prazo estipulado, o unico dinheiro que eu tinha usei para pagar a escola por mais um ano, e agora eles iriam reter 20% do valor ao me devolver, nao era o sulficiente para comprar o Ticket de retorno. No dia seguinte enquanto trabalhava, meu gerente veio me dizer que o escritorio esta pedindo para ver passaporte e visto, gelei! Mas achei melhor nao dizer a verdade, disse que meu passaporte estava no Home Office e assim que chegasse eu levaria. Na mesma semana fui checar meus e-mails para saber quando e que veria meu namorado novamente, ele nao sabia de nada o que estava acontecendo, porque ele estava de ferias, mas para minha surpressa eu nao teria que me preocupar em contar! Tinha um e-mail dele, escrito no dia anterior, me contando que durante as ferias tinha conhecido “o amor da vida dele” e que era melhor que nao nos vissemos mais, o “cachorro” nao teve nem coragem de me falar isso pessoalmente, aquele foi o tiro de misericordia, e o pior e que eu gostava dele! Mas eu nunca respondi aquele e-mail.
O que mais poderia dar errado?! Ja reparou que desgraca sempre vem acompanhada?
Passei uns 15 dias chorando, emagreci uns 7 kilos (esse foi o unico lado bom), nao dormia e nao comia, mal conseguia trabalhar, nao queria ver ninguem!! Estava me enterrando na minha tristeza e desanimo!! Mas eu tinha que tomar um decisao: Podia continuar sentindo pena de mim mesma, chorando, pedir ajuda a algum amigo para completar o valor que faltava para a passagem de volta pro Brasil, e passar o resto da minha vida me sentindo derrotada, ou Podia parar de chorar e ir a luta! E foi o que fiz. Coloquei tudo num papel, passo a passo o que precisava fazer. Primeiro item: procurar um Advogado para fazer o “Appeal”, consegui uma pelo Council, nao paguei nada e a mulher foi “Super”, preencheu todos os papeis, mandou pelo fax para o Home-Office, me orientou a procurar outra escola e enviar os papeis pelo Post-Office.
Depois que fiz isso, tudo parecia diferente, coloquei metas para minha vida, estava determinada a ficar por mais 6 meses, tempo sulficiente para conseguir comprar minha passagem e levar um pouco de dinheiro comigo, e nao mudaria esse plano por nada! Era minha decisao final!
As coisas comecaram a se ajeitar, me mudei para o flat da minha amiga, e atravez de uma Americana para quem trabalhei antes, consegui um otimo emprego, trabalhava de segunda a sexta apenas tomando conta de duas criancas lindas, disse adeus para Hotel! Na mesma epoca, reabilitei meu perfil na Internet, tinha sido dessa forma que conheci o Belga, recebia e-mails todos os dias, mas ninguem me chamava atencao, e sinceramente estava sem paciencia para passar horas pensando para escrever e-mails em Ingles, foi quando recebi esse e-mail muito simpatico escrito num portugues de quem nao domina a lingua, aquilo mexeu comigo, respondi, e nao paramos de trocar e-mails ate o dia que ele me pediu para nos encontrarmos, a historia com o Belga tinha me deixado traumatizada, e estava morrendo de medo de me envolver novamente, mas ele era tao simpatico e amigo nos e-mail que aceitei ve-lo, nos encontramos num dos ultimos dias de verao, no Hyde-Park, passamos o dia todo conversando, fomos ao cinema, e nao hora de nos despedirmos ele me deu um abraco, depois daquele dia passamos juntos todos os finais de semana, quando nao durante a semana ele me fazia uma surpresa. Foi impossivel nao se apaixonar por alguem como ele.
Em janeiro conversei com a mulher com quem trabalhava, nos tornamos amigas, e as criancas me adoram! Ela sabia o meu plano de voltar para o Brasil em Marco, mas eu precisava de um pouco mais de dinheiro, expus a situacao e ela propos que eu morasse na casa dela pelos proximos meses, ela continuaria me pagando o mesmo valor, e eu nao teria que pagar aluguel ou transporte. Aceitei, passava a semana na casa dela e os finais de semana ia para casa do meu namorado, ele conhecia minha situacao e tambem sabia dos meus planos e respeitava minha decisao. Mas na epoca da viagem, ele resolveu que “nao confiava em mim”, e decidiu ir junto para ter certeza que eu voltaria!! Aquela foi uma das maiores declaracoes de amor que eu ja tinha recebido ate entao! Passamos dias maravilhoso no Brasil, viajamos pelo Sul, fomos as Cataratas e tivemos dias inesqueciveis em Florianopolis, e tambem visitamos o Consuldado Britanico para saber o que eu poderia fazer para conseguir voltar, mas eles nao ajudaram muito. Mas a aquela altura eu estava decidida a voltar, mesmo que fosse apenas como turista, e depois tentar um Colege ou mesmo Universidade, meu ingles estava bom, e eu tinha certeza que conseguiria um meio de permanecer. Mas antes de deixarmos o Brasil ele fez outra declaracao de amor, ele estava na casa da minha mae enquanto eu tinha ido buscar alguns documentos, entao ele escreveu em portugues num papel e leu para ela, pedindo para se casar comigo, quando cheguei em casa minha mae estava chorando e eu tambem depois que ela me contou o que ele tinha feito. Como manda o figurino e ele como um bom ingles me “propos”, e e logico que aceitei!! Voltamos ja como noivos, e em Setembro nos casamos. Assim que chegamos voltei a estudar, e trabalhava cuidando das criancas dos vizinhos, depois do casamente consegui emprego na John Lewis, aonde trabalhei por 3 meses como venderora no departamento de brinquedos, que so deixei para vir com ele para a Alemanha.
Parece o final feliz de uma historia?? Pode ser, mas para mim e muito mais do que isso. E a prova de que nao importa quao distante e impossivel parecam os sonhos, quando estamos dispostos a lutar por eles, alcanca-los e apenas uma questao de tempo.
...uma Amiga...
Montanha acima a temperatura cai ainda mais, a noite anterior tinha sido a noite mais fria de toda minha vida, quando voltamos para pousada por volta das 10:30 da noite o temometro do carro marcava -12º.C, e acreditamos que na madrugada a temperatura provavelmente caiu ainda mais. E com aquele visual inacreditavel, e um frio de doer a alma la fomos nos, aquele dia eu teria aulas de esqui com um instrutor local, enquanto eu e mais 3 outros alunos aprendiamos os primeiro passo sobre os esquis, meu marido foi esquir sozinho, ele esquia muito bem!! O dia passou rapido e depois de pegar algumas tecnicas e levar muitos tombos, la estava eu esquiando junto com ele, e logico que ele tinha que ir mais devagar no caso de ter que me ajudar a levantar, mas nos divertimos muito e aquele foi um dos melhores fim de semana em toda minha vida. Esquiamos quase todos os finais de semana desse inverno, ja que a menos de uma hora de onde moramos, fica uma estacao de esqui, nao tao grande e alta quanto nos Alpes, mas para quem esta aprendendo, e perfeita.
Ok, esse nao parece exatamente com um dia de uma brasileira que veio tentar a vida na Europa, mas essa ano minha vida tem sido diferente de tudo que ja tive, aceitamos esse contrato com uma empresa alema, o que nos levou a morar em Regensburg, uma cidade que existe desde o ano 500 a.C., fica localizada no Sul da Alemanha, mais precisamente na Bavaria, e uma cidade turistica e muito bonita as margens dos Rios Danubio, Regen e Naab. E pela primeira vez na minha vida, por ainda nao ter minha autorizacao de trabalho, que vivo uma “vida de madame” meus dias durante a semana sao preenchido pelo curso de Alemao que faco pela manha, e o restante preencho de acordo com meu humor. Mas nao foi sempre assim!!! A dois anos atras se alguem me dizesse que minha vida seria o que e hoje, eu daria risada.
Quando meu pai nos deixou eu tinha 11 anos e meu irmao 6, e sozinha, minha mae, sem nenhum estudo tinha que proporcionar nosso sustento. Ela nunca se deixou abater, nunca perdemos um ano escola, e nunca nos faltou o essencial. Nao e dificil saber de quem herdei meu temperamento, sempre fui ambiciosa, nunca desejei ser rica ou famosa, mas nunca me contentei com fato de enterrar meus sonhos numa vida sem perspectivas. Eu sempre quis estudar, trabalhar em algo que me realizasse, viajar e conhecer lugares diferentes nao so no Brasil, mas no mundo inteiro. Comecei a trabalhar com 13 anos, e aos 16 achei que seria melhor para nos 3, se de alguma forma eu pudesse me sustentar sozinha, moravamos numa cidadezinha no interior do Parana, aonde o unico futuro que eu poderia ter era trabalhar como operaria numa fabrica de doces, casar aos 17 anos, ter filhos, e enterrar todos os meus sonhos no quintal. Tinha certeza de que aquele nao era meu destino.
Pedi ajuda para uma Instituicao Educacional, escrevi uma carta contando um pouco sobre minha vida, e pedindo uma oportunidade, eles tinham na epoca um sistema para ajudar pessoas carentes, os alunos trabalhavam para a instituicao em troca de estudo, moradia e alimentacao, um Colegio Interno, foi admitida no sistema em 1990, e dessa forma conclui meu colegial em um dos melhores e mais caros Colegios de Sao Paulo.
Seis anos mais tarde minha situacao era bastante estavel, estava cursando o ultimo ano da Universidade, trabalhava numa boa empresa, e meu salario alem de garantir meu sustento, ajudava manter minha mae e me dava luxos, como ter meu proprio carro, passar ferias em Porto Seguro, Fortaleza e ate em Los Angeles. Mas eu nao estava Feliz! Logo que terminei o Colegio, me casei com meu primeiro namorado, ele e uma otima pessoa, mas quando nos casamos eramos jovens e inexperientes, e com o passar do tempo crescemos totalmente aparte, diferentes em nossos objetivos e perspectivas de vida, nosso casamente se parecia mais com dois bons amigos dividindo a casa e as contas. Ainda durou 6 anos, e fui eu quem decidi que ja era tempo demais para uma vida de aparencia. A separacao foi uma das coisas mais dificeis que ja fiz. E os meses seguintes me afundaram numa depressao sem fim, perdi meu rumo, meus ideais, meus principios... Perdi completamente minha identidade. Permanecer na mesma cidade, no mesmo trabalho, convivendo com o mesmo circulo de amigos, tornou-se uma tortura diaria. Eu precisava fazer algo para mudar tudo aquilo! Foi quando minha amiga, que hoje mora na Australia, na epoca ela esta em Londres, me convidou para vir para Inglaterra. Eu nao vacilei um momento. Vendi meu carro, pedi demissao, e foi me despedir da minha familia. Todos diziam que eu estava louca em tomar essa decisao, mas conversando com minha mae vi os olhos dela cheios de lagrimas, e perguntei o que ela achava, ela me disse que estava triste porque sabia que eu nao iria voltar, perguntei se ela tambem achava que eu estava cometendo um erro, ela me respondeu: “Eu te conheco desde o dia que voce nasceu, e eu sei que quando voce quer algo e luta pelo seu objetivo, voce consegue!”. Aquilo foi mais do que suficiente! Ela acreditava em mim, e eu tambem!
Em 2001 cheguei a Londres, como a maioria chega, poucas libras e muitos sonhos! Mas estava decidida a viver um dia de cada vez e nao esquentar muito com o futuro. Morava com duas super amigas, tinha trabalho todos os dias, assistia minhas aulas de ingles, e saiamos aos finais de semana para nos divertir, essa era nossa rotina. Mas as coisas mudaram quando recebi um convite para ser Au-pair na casa de uma Inglesa, era so ela e uma cachorra, uma casa pequena, meu trabalho seria manter a casa em ordem e cuidar da cachorra enquanto ela trabalhava, facil!!! Passei meus “cleaners” e “baby sitters” para minhas amigas e aceitei o convite. Estava tudo perfeito, o trabalho era facil, tinha tempo para estudar, nao perdia uma aula, tinha um namorado Belga lindo que ia quase todas as semanas para Londres, aos finais de semana saia com minhas amigas, tudo funcionando perfeitamente ate a inglesa pirar. Eu sempre achei que ela bebia demais, mas as coisas comecaram a sair do controle. Ela era (ou e, nao sei) uma solteirona frustrada, que tinha como unica amiga a cachorra, e acho que ter alguem com uma vida normal e saudavel, morando com ela passou a incomodar. Ela comecou fazendo pequenas observacoes, percebi que ela estava controlando tudo o que eu fazia, o que eu comia, o que eu bebia, por quanto tempo ficava no banheiro, etc... e nos dias que eu sai com meu namorado ou com meus amigos, ela passava o tempo todo ligando no meu mobile. A situacao chegou ao ponto irreversivel no dia ela me levou a um restaurante para comemorarmos o aniversario dela, bebeu sozinha quase duas garafas de vinho, e aprontou uma baixaria, me ofendeu, ofendeu as pessoas no restaurante, quis sair sem pagar, aquilo nao parecia real. Eu fiquei transtornada e apesar de nao saber como eu iria me virar, sabia que tinha que deixar aquela casa!! Na mesma semana, com a ajuda da minha melhor amiga, deixei a casa da Inglesa. Nao tinha trabalho, e nem aonde morar, fiquei uns dias na casa da minha amiga, mas ela tambem estava de mudanca e o lugar para aonde estava indo nao tinha espaco para mim. Consegui um quarto, bem localizado e barato, e so descobri o porque, depois que me mudei para la, o Land-Lord era uma velho Maroquino, nojento e tentou entrar no meu quarto duas vezes, passei a encostar a geladeira na porta para poder dormir, consegui um trabalho em um Hotel, servindo no Cafe da Manha, servico pesado pagando 4 a hora sem o desconto do “Tax”, mal dava para pagar o aluguel. Meu namorado estava de Ferias, entao nao tinhamos contato. Mas eu tinha algo mais importante para me preocupar, meu visto iria vencer em 1 mes.
O mes passou rapido, e Julho/02 estava no seu final, era verao e eu sai do Hotel e ia direto p/ Hyde Park, ficava por la com medo de voltar para casa e o velho tentar alguma coisa. Iria ter um lugar na casa de uma amiga mas eu teria que esperar ate o fim de agosto. Tinha esperanca tambem que assim que as ferias de verao acabassem eu teria mais possibilidade de conseguir um trabalho melhor. Mas meu drama estava apenas comecando. Uma semana antes de vencer meu visto me apresentei no Home Office, que negou meu visto, problemas com a escola, me deram um prazo para apresentar o “Appeal”. Totalmente perdida, sem saber por onde comecar, voltei para casa aos prantos, no caminho de volta cheguei a conclussao de que nao valia a pena tudo o que estava passando, era melhor eu voltar para o Brasil, e retomar minha vida, telefonei para companhia aerea, mas apesar de meu Ticket ser valido ate o mes seguinte, eu nao poderia usa-lo, porque nao informei a Companhia a data que pretendia usa-lo, no prazo estipulado, o unico dinheiro que eu tinha usei para pagar a escola por mais um ano, e agora eles iriam reter 20% do valor ao me devolver, nao era o sulficiente para comprar o Ticket de retorno. No dia seguinte enquanto trabalhava, meu gerente veio me dizer que o escritorio esta pedindo para ver passaporte e visto, gelei! Mas achei melhor nao dizer a verdade, disse que meu passaporte estava no Home Office e assim que chegasse eu levaria. Na mesma semana fui checar meus e-mails para saber quando e que veria meu namorado novamente, ele nao sabia de nada o que estava acontecendo, porque ele estava de ferias, mas para minha surpressa eu nao teria que me preocupar em contar! Tinha um e-mail dele, escrito no dia anterior, me contando que durante as ferias tinha conhecido “o amor da vida dele” e que era melhor que nao nos vissemos mais, o “cachorro” nao teve nem coragem de me falar isso pessoalmente, aquele foi o tiro de misericordia, e o pior e que eu gostava dele! Mas eu nunca respondi aquele e-mail.
O que mais poderia dar errado?! Ja reparou que desgraca sempre vem acompanhada?
Passei uns 15 dias chorando, emagreci uns 7 kilos (esse foi o unico lado bom), nao dormia e nao comia, mal conseguia trabalhar, nao queria ver ninguem!! Estava me enterrando na minha tristeza e desanimo!! Mas eu tinha que tomar um decisao: Podia continuar sentindo pena de mim mesma, chorando, pedir ajuda a algum amigo para completar o valor que faltava para a passagem de volta pro Brasil, e passar o resto da minha vida me sentindo derrotada, ou Podia parar de chorar e ir a luta! E foi o que fiz. Coloquei tudo num papel, passo a passo o que precisava fazer. Primeiro item: procurar um Advogado para fazer o “Appeal”, consegui uma pelo Council, nao paguei nada e a mulher foi “Super”, preencheu todos os papeis, mandou pelo fax para o Home-Office, me orientou a procurar outra escola e enviar os papeis pelo Post-Office.
Depois que fiz isso, tudo parecia diferente, coloquei metas para minha vida, estava determinada a ficar por mais 6 meses, tempo sulficiente para conseguir comprar minha passagem e levar um pouco de dinheiro comigo, e nao mudaria esse plano por nada! Era minha decisao final!
As coisas comecaram a se ajeitar, me mudei para o flat da minha amiga, e atravez de uma Americana para quem trabalhei antes, consegui um otimo emprego, trabalhava de segunda a sexta apenas tomando conta de duas criancas lindas, disse adeus para Hotel! Na mesma epoca, reabilitei meu perfil na Internet, tinha sido dessa forma que conheci o Belga, recebia e-mails todos os dias, mas ninguem me chamava atencao, e sinceramente estava sem paciencia para passar horas pensando para escrever e-mails em Ingles, foi quando recebi esse e-mail muito simpatico escrito num portugues de quem nao domina a lingua, aquilo mexeu comigo, respondi, e nao paramos de trocar e-mails ate o dia que ele me pediu para nos encontrarmos, a historia com o Belga tinha me deixado traumatizada, e estava morrendo de medo de me envolver novamente, mas ele era tao simpatico e amigo nos e-mail que aceitei ve-lo, nos encontramos num dos ultimos dias de verao, no Hyde-Park, passamos o dia todo conversando, fomos ao cinema, e nao hora de nos despedirmos ele me deu um abraco, depois daquele dia passamos juntos todos os finais de semana, quando nao durante a semana ele me fazia uma surpresa. Foi impossivel nao se apaixonar por alguem como ele.
Em janeiro conversei com a mulher com quem trabalhava, nos tornamos amigas, e as criancas me adoram! Ela sabia o meu plano de voltar para o Brasil em Marco, mas eu precisava de um pouco mais de dinheiro, expus a situacao e ela propos que eu morasse na casa dela pelos proximos meses, ela continuaria me pagando o mesmo valor, e eu nao teria que pagar aluguel ou transporte. Aceitei, passava a semana na casa dela e os finais de semana ia para casa do meu namorado, ele conhecia minha situacao e tambem sabia dos meus planos e respeitava minha decisao. Mas na epoca da viagem, ele resolveu que “nao confiava em mim”, e decidiu ir junto para ter certeza que eu voltaria!! Aquela foi uma das maiores declaracoes de amor que eu ja tinha recebido ate entao! Passamos dias maravilhoso no Brasil, viajamos pelo Sul, fomos as Cataratas e tivemos dias inesqueciveis em Florianopolis, e tambem visitamos o Consuldado Britanico para saber o que eu poderia fazer para conseguir voltar, mas eles nao ajudaram muito. Mas a aquela altura eu estava decidida a voltar, mesmo que fosse apenas como turista, e depois tentar um Colege ou mesmo Universidade, meu ingles estava bom, e eu tinha certeza que conseguiria um meio de permanecer. Mas antes de deixarmos o Brasil ele fez outra declaracao de amor, ele estava na casa da minha mae enquanto eu tinha ido buscar alguns documentos, entao ele escreveu em portugues num papel e leu para ela, pedindo para se casar comigo, quando cheguei em casa minha mae estava chorando e eu tambem depois que ela me contou o que ele tinha feito. Como manda o figurino e ele como um bom ingles me “propos”, e e logico que aceitei!! Voltamos ja como noivos, e em Setembro nos casamos. Assim que chegamos voltei a estudar, e trabalhava cuidando das criancas dos vizinhos, depois do casamente consegui emprego na John Lewis, aonde trabalhei por 3 meses como venderora no departamento de brinquedos, que so deixei para vir com ele para a Alemanha.
Parece o final feliz de uma historia?? Pode ser, mas para mim e muito mais do que isso. E a prova de que nao importa quao distante e impossivel parecam os sonhos, quando estamos dispostos a lutar por eles, alcanca-los e apenas uma questao de tempo.
...uma Amiga...
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